• Renato Del Buono

O QUE AS PESSOAS QUEREM DA VIDA?

Updated: Aug 25, 2019

Estamos vivendo tempos de insatisfação, discórdia e intolerância. Os grupos são cada vez mais seletos e distintos. Os povos, tanto no Brasil como em outras partes do mundo, estão cada vez mais polarizados. Os nervos estão a flor da pele, os argumentos são cada vez mais ríspidos, o próximo conflito é iminente.


Há insatisfação por todo lado – nas empresas, na escola, no restaurante, no shopping, no parque, na praia, na academia. As pessoas não se sentem bem com o trabalho, o cabelo, o corpo, as roupas que tem no armário, o carro que tem na garagem, a moradia onde vivem. Nada nem ninguém é bom o suficiente.


Há competição por todo lado. As pessoas não sabem o que querem e se baseiam no que a sociedade diz para definirem quem elas devem ser e o que elas precisam ter. "Eu quero isso, quero muito, não sei o porquê. Se todo mundo está fazendo, eu também tenho que fazer. Se todo mundo tem, eu também quero”.


Vivemos sempre insatisfeitos exatamente porque não sabemos quem somos e o que queremos. Escolhemos um grupo para seguir e, assim como faz a maioria dos membros do grupo, criticamos aqueles que não fazem parte da mesma ideologia.


Pensamos precisar sempre de mais do que temos para sermos felizes. Buscamos a satisfação no consumo, no materialismo, na ganância de ter e gastar sempre mais, competindo com todos, invejando àqueles que ao nosso ver têm o que não temos, na ilusão de que esses levam uma vida feliz simplesmente por terem ou poderem ter tudo o que desejam.


Entre tantas palavras de sabedoria, Chico Xavier nos brindou com a seguinte frase: “ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo”.


Com tanta competitividade, a intolerância vai crescendo e, da mesma forma, cresce o ódio e a ignorância. As pessoas vão tomando atitudes sem pensar, fazendo o errado simplesmente porque é assim que age o coletivo. Nossas decisões são baseadas no que a maioria faz ou faria, seja por dinheiro, pela aprovação da sociedade ou por temer o julgamento das outras pessoas.


Há discórdia por todo lado. E se um pensa diferente do outro, a tolerância é zero. Seja no trabalho, na escola, no ponto de ônibus, na academia, no shopping, no restaurante, nas redes sociais. “Se eu não gosto do jeito que você pensa, eu não te respeito e vou te atacar, vou te ridicularizar, vou até mesmo te agredir, fisica ou verbalmente.”


No meio de um cenário tão confuso, e aparentemente sem esperança, pode-se dizer que, ao menos, em uma coisa todos concordam – todos nós, sem exceção, queremos ser felizes. Queremos viver uma vida repleta de saúde e felicidade. Sem sofrimentos.

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