• Renato Del Buono

SERÁ QUE ESTAMOS PRÓXIMOS DO FIM DO MUNDO?

Updated: Sep 2, 2019

O mundo está de pernas para o ar. Há discórdia por todo lado. E se um pensa diferente do outro, a tolerância é zero.


A violência verbal e a futilidade tomaram conta das redes sociais. Muitas pessoas agridem, insultam seus supostos “opositores”, seja na arena política, profissional ou pessoal. Muitos sentem a necessidade de exibir tudo o que têm, o que compram e o que fazem, em uma ânsia cada vez mais intensa de ter mais ou parecer melhor que os outros, de acordo com os padrões estabelecidos pela sociedade ou por seu seleto grupo de semelhantes.


Nesse contexto, podemos até mesmo desejar o mal a quem tem mais ou a quem parece ser mais feliz, sem saber que, cultivando esse desejo, todos acabamos sofrendo, com emoções negativas, doenças, tragédias e perdas.


Mas como podemos ser felizes se não sabemos nem o que fazer de nossas vidas? Como podemos ser felizes se, muitas vezes, desejamos a quem discorda de nós uma vida de sofrimento?


Sua Santidade, o Dalai Lama, em seu livro “Uma ética para o novo milênio”, nos ensina como podemos criar um mundo melhor: "se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior".


Antes de mais nada, precisamos buscar respostas dentro de nós mesmos, entendendo melhor os desejos de nossa alma. Temos que refletir sobre nossas atitudes, sobre quem somos e quem queremos ser. Nunca, ou quase nunca, paramos para refletir o porquê de nossos desejos, para questionar o porquê das coisas ou de nossas atitudes e preferências. Muitos até desejam seguir outro caminho, mas têm medo ou receio de ser diferente da manada.


Além disso, o fato de buscarmos a felicidade à qualquer preço, sem se importar com o bem-estar dos outros, traz sofrimento não somente aos outros, mas também um sofrimento interior a nós mesmos. Ansiedade, frustração, insegurança e, até mesmo, depressão. Tudo causado por nossa incessante busca pela felicidade ou, até mesmo, pelo enorme esforço em manter a aparência de que vivemos mais felizes que os outros.


Devemos sim pensar em nosso bem-estar acima de tudo. Mas a consideração pelo bem-estar do outro deve existir sempre. Nenhuma atitude nossa deveria afetar ou impactar negativamente a vida de outras pessoas.


O último dia 20 de Julho era, para muitos, a data estabelecida para o fim do mundo. Aparentemente nada aconteceu. Na minha humilde percepção, estamos próximos do fim do mundo sim, mas do mundo ao qual conhecemos, um mundo de guerras, conflitos, competitividade, desonestidade e caos.


As novas gerações chegam para consertar o que foi estragado e melhorar a convivência entre os povos. As boas ações e os exemplos de gente feliz já existem, mas são pouco divulgados pois o que dá ibope é a violência, o sexo, a futilidade. Muitos já não acompanham o que se é comunicado por aí, nem se deixam levar pelos condicionamentos, influências ou negatividade do inconsciente coletivo.


No livro “A Psicoterapia na vida cotidiana”, os autores Alcides Cacini e Aurélio Tombi afirmam que “somente seremos felizes quando passarmos a viver a nossa verdade”.

Resumindo, o mundo não está prestes a acabar. Mas de nada adianta continuarmos existindo se vivemos mais preocupados em satisfazer as expectativas dos outros


Enfim, se você morresse amanhã, você se sentiria feliz e realizado com a vida que teve?

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